O telescópio Hubble, da Nasa, nos presenteou com uma nova imagem de Marte. Desta vez, destaque para as brilhantes calotas polares e as nuvens mais vivas. A cor ferrugem de Marte tem um novo tom – aliás, tudo nessa imagem parece ser extremamente novo. Tantos detalhes sutis foram capturados em 12 de maio desse ano a uma distância de 50 milhões de milhas da Terra.

Em uma análise mais sucinta, podemos ver que a região escura na extrema direita é Syrtis Major Planitia. Esta região foi a primeira característica identificada em Marte pelos observadores astronômicos do século XVII. O físico, matemático e astrônomo Christiaan Huygens (1629-1695) utilizou essa região para fazer os primeiros cálculos sobre como o tempo passa em Marte. Hoje, sabemos que um dia em marte de 24 horas e 37 minutos, um pouquinho a mais que a Terra.

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Syrtis Major é um vulcão inativo e, outra característica marcante dessa região, é a bacia Hellas Planitia ao sul de Syrtis Major. A bacia tem cerca de 1.100 milhas de diâmetros e cinco milhas de profundidade.  Foi formado há cerca de 3,5 bilhões de anos graças a impacto de um asteroide na superfície marciana.

A área laranja que está no centro da imagem é chamada de Saudita Terra, região de terras altas ao norte de Marte. A paisagem é formada por muitas crateras e tem muita erosão; isso indica fortemente que essa é uma das áreas mais antigas do planeta.

Ao leste de Saudita Terra, temos Sinnus Sabeaus (ao leste) e Sinus Meriani (a oeste). Essas áreas, mais escuras, são cobertos por rocha escura e depósitos de grãos de areia muito fina. Essa areia foi depositada e prensada para baixo graças à atividade vulcânica.

Agora, as nuvens, que podem ser vistas através das calotas polares ao sul da imagem. Com o fim do verão no hemisfério norte, a calota de gelo polar norte de Marte recuou de tamanho. Hubble também detectou uma nuvem fina que se estendia por pelo menos mil milhas nas latitudes.

As observações foram realizadas em 12 de maio, alguns dias antes da oposição a Marte que é quando o Sol e Marte estão em lados opostos da Terra. Inclusive, durante esse período, Marte pode se mostrar altamente fotogênico, visto que ele fica muito iluminando pelo Sol quando observamos da Terra.

O telescópio Hubble é uma cooperação entre a Nasa e a Agência Espacial Européia (ESA). Em 2016, fará 26 anos de atividades intensas e em 2020 será totalmente substituído pelo telescópio James Webb.

Via Nasa