A sonda Cassini, na Nasa, sobrevoou Titã, lua de Saturno, e revelou imagens em infravermelho da lua durante a missão T-144 em 13 de novembro desse ano.

A imagem é toda em comprimentos de onda gerados com o Espectrômetro de Mapeamento Visual e Infravermelho (VIMS), um instrumento de Cassini. Em detalhes: a cor azul representa comprimentos de onda de 1,3 microns, verde representa 2,0 microns e vermelho representa 5,0 microns.

Dessa vez, Cassini sobrevoou um pouco mais alto do que da última vez: foi a uma distância de 10.000 quilômetros da superfície, diferente dos 1.200 quilômetros do último sobrevoo. Porém, esta altura mais elevada permitiu que o VIMS pudesse ter uma melhor visão para gerar os comprimentos de onda. A vista é basicamente do hemisfério que é ‘virado’ para Saturno.

Na imagem, podemos ver paralelos, regiões mais escuras e dunas chamadas Fensal (ao norte) e Aztlan (ao sul), formando um ‘H’ deitado.

Alguns locais da imagem mostram algumas superfícies com maior resolução do que outros lugares, e aparentemente, foi proposital. As áreas com maior resolução, chamadas subtramas, foram feitas com as imagens feitas na última maior aproximação. Tem resolução mais fina e abrangem áreas menores do que quando Cassini estava mais perto de Titã.

À esquerda, um pouco a cima do centro da lua, é a cratera de impacto Menrva visto pela primeira vez com o RADAR PIAO7365. Também é possível ver a bacia Hotei Regio, os canais a leste de Xanadu, a extrema área brilhante de Titã.

Devido às mudanças de estação em Saturno, a iluminação é significativamente alterada. Em especial, as observações foram feitas durante uma tarde primaveril em Saturno. Como se fosse passos de dança, o Sol moveu-se mais alto no hemisfério norte de Titã e mais baixo no sul conforme se aproximava o verão nortenho. Essas mudanças de ângulo do Sol fez com que as altas latitudes parecem mais escures enquanto as latitudes nortes apareceram mais brilhantes.

Lua brilhante

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A Nasa também liberou em seu site uma linda imagem sobre Enceladus. Essa lua tem uma reflectabilidade grande e sempre aparece super brilhante.

A superfície de Enceladus suporta uma chuva constante de grãos de gelo vindo dos jatos polares da sua porção sul. O resultado é uma superfície brilhante e clara, como neve.

A vista foi adquirida da uma distância de 83.000 quilômetros de Dione, outra lua de Saturno. A escala da imagem é de 500 metros por pixel.

Via: Nasa