55 Cancri, uma super-Terra, teve sua atmosfera analisada. Essa é a primeira vez que alguma super-Terra é estuda com mais detalhes. A University College London utilizou o telescópio Hubble para fazer algumas descobertas sobre o planeta, que é cerca de duas vezes maior e oito vezes mais maciça que a Terra e está situada a 40 anos-luz de nosso sistema solar.

Ultimamente tem sido comum ouvir falar em super-Terra graças ao advento da tecnologia e de, também, estudos especializados sendo lançados praticamente todos os meses. As super-Terras são maiores que o nosso planeta mas são menores que os gigantes de gelo (como Netuno) ou gigantes gasosos (como Saturno).

Os resultados da pesquisa mostram que 55 Cancri é um planeta estonteante e exótico. Ele completa uma volta a cada 18 horas e está muito perto da sua estrela. É quente demais para abrigar a vida como conhecemos. A temperatura por lá bate 2 mil graus Celsius segundo os pesquisadores.

Concepção artística

55 Cancri foi descoberto em 2004 e, em 2012, um estudo de modelagem foi feita com base na massa e no raio do planeta juntamente com a composição da sua estrela. O modelo sugeriu que o interior de 55 Cancri contém uma grande quantidade de carbono, mas uma pesquisa posterior mostrou que esse resultado poderia estar errado. Agora, este estudo utilizando o Hubble encontrou indícios de cianeto de hidrogênio, um indicador de ar rico em carbono.

“Este resultado dá uma primeira visão sobre a atmosfera de uma super-Terra”, diz a co-autora do estudo Giovana Tinetti. “Nós agora temos pistas sobre como é o planeta e como ele se formou e evoluiu e isso tem implicações importantes não só no 55 Cancri como em outras super-Terras.”

“Se a presença de cianeto de hidrogênio e outras moléculas é confirmada, a próxima geração de telescópios de infravermelho  vai aprimorar a teoria de que este planeta é de fato rico em carbono e é um lugar muito tóxico”, diz Jonathan Tennyson, outro co-autor.

A equipe, agora, está digitalizando a estrela-mãe da 55 Cancri e usando câmeras do Hubble para criar uma série de espectros. Os pesquisadores irão deduzir a composição atmosférica do planeta utilizando um software analítico. “As observações da atmosfera de 55 Cancri sugerem que o planeta tem conseguido se agarrar a uma quantidade significativa de hidrogênio e hélio da nebulosa da qual originalmente formada”, conclui o autor principal do artigo, Angelos Tsiaras.

Via Space