Uma empresa francesa quer aproveitar o poder de bactérias bioluminescentes para iluminar as áreas públicas de Paris.

A Glowee, uma start-up parisiense, planeja usar as bactérias com o objetivo de iluminar fachadas de lojas, espaços públicos e instalações, com a esperança de iluminar ruas inteiras com essas “lâmpadas microbianas”.

O site New Scientist informou que as luzes consistem de um gel transparente contendo as bactérias bioluminescentes, juntamente com açúcares e oxigênio o suficiente para elas sobreviverem. A bactéria, além de não se não ser patogênica, não é tóxica.

O uso das bactérias luminescentes trazem vários benefícios ambientais. Embora a empresa não tenha a intenção de substituir toda a iluminação elétrica com bioluminescência, é uma ideia promissora, sem a necessidade do consumo de eletricidade e com muito menos emissões de dióxido de carbono, em comparação com outros  métodos convencionais.

Em seu site, a empresa diz que “toda a energia gerada será utilizada no processo de produção de luz. Também se informa que a intensidade da iluminação será mais baixa, permitindo limitar o efeito da poluição luminosa.”

Atualmente, existem algumas incógnitas no projeto da empresa. Seu projeto atual só pode produzir luz por três dias. Embora a equipe espere melhorar esta duração, há também a questão de saber se o custo e os meios de produção poderiam rivalizar com a eficiência de outra tecnologia de iluminação.

Embora o custo e eficiência do Glowee ainda não estejam totalmente divulgados, existem algumas vantagens práticas. As luzes são feitas de conchas claras que podem ser facilmente aparadas e adaptadas a qualquer forma e tamanho. Além disso, as luzes e os invólucros aparecem transparentes durante o dia.

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Sua inspiração veio depois de uma lei que foi aprovada em julho de 2013, que proíbe os escritórios e revendedores de manter as suas fachadas iluminadas durante as primeiras horas da manhã, a fim de reduzir a poluição luminosa e o consumo de energia. Com o Glowee emitindo uma luz de baixa intensidade e não consumindo a rede elétrica da França, esta tecnologia consegue contornar as leis. 

Depois de uma campanha de crowdfunding no mês de maio do ano passado, a empresa Glowee está agora trabalhando em projetos com empresas de eventos e empresas do mobiliário urbano.

Mas quem sabe, quando você for visitar a “Cidade da Luz”, o caminho pode ser iluminado por algumas bactérias bioluminescentes.