A sonda New Horizons não cansa de nos agraciar com as belezas de Plutão e nos enviou novas imagens como presentes de fim de ano. A equipe da Nasa que trabalha com a sonda liberou imagens fantásticas do solo de Plutão.

A cada semana, a sonda envia imagens do tamanho de um piano, que são processadas pela equipe. Essas imagens tem a resolução de 77 a 85 metros por pixels. As características, que víamos meio rebuscadas nas fotos anteriores, parecem saltar das imagens como se tivessem vida própria, mostrando o quão único Plutão é.

Os pesquisadores estão em êxtase. “Essas imagens em close-up, mostrando a diversidade de terreno em Plutão, demonstra o poder de nossos exploradores planetários robóticos para devolver dados intrigantes para os cientistas de volta aqui no Planeta Terra”, disse John Grunsfeld, ex astronauta e associado para as missões da Nasa. “New Horizons nos emocionou durante o sobrevoo de julho com as primeiras imagens de perto de Plutão e continuamos a nos surpreender com o que vemos”.

As novas imagens formam 80 quilômetros de largura do planeta. Foram feitas a 800 quilômetros a noroeste das montanhas Sputinik Planum.

A imagem que é destaque desse texto mostra o litoral do Sputinik Planum. Aparecem, também, grandes blocos de gelo de água comprimidos nas montanhas. “As montanhas aparecem absolutamente deslumbrantes nessa resolução”, disse John Spancer, da equipe da New Horizons. “Os novos detalhes revelados aqui, particularmente os cumes amassados no material circundante de várias montanhas, reforçam nossa visão anterior de que as montanhas são blocos de gelo enormes que têm sido empurrados e caíram de alguma forma, sendo transportadas para seus locais atuais”.

Outras duas imagens revelam mais sobre as crateras e camadas de gelo, mostrando mais detalhes sobre aspereza, planícies congeladas e as camadas que formam paredes no interior dessas crateras.

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                 Crateras de Plutão e um pouco sobre as suas paredes

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              Solo desregular e o cume de algumas montanhas de gelo de água

 

As imagens foram capturadas com o telescópio Long Range Recinnaissance Imager (Lorri) a bordo da New Horizons, a cerca de 17 mil quilômetros de distância. Lorri tirou imagens a cada três segundo, sendo organizadas e processadas posteriormente, fazendo uma varredura de superfície perfeita.

Essas imagens são seis vezes melhores do que as utilizadas para a construção do mapa global de Plutão e cinco vezes melhores que as imagens da lua de Plutão, Triton, obtidas pelas Voyager 2 em 1989.

Via Nasa