Os planetas são diferenciados por conta de diversos formatos: seja pelo seu tamanho, composição, coloração, e alguns tem para o seu embelezamento anéis. Mas de onde surgem os anéis dos planetas?

O corpo celeste que eu mais gosto de observar num telescópio é o planeta saturno! Sério! Se você nunca teve a oportunidade de observar através de uma ocular, procure por um amigo que tenha telescópio e peça para observar.

Você não tem um amigo com telescópio? Bom, acho que você deve examinar a escolha dos seus amigos. Brincadeiras a parte, procure por um grupo de astronomia ou o observatório mais próximo de você para se fazer observações. Caso não saiba não se tenha por perto, deixo uma lista de observatórios abertos ao público.

Saturno atrai sua beleza por conta dos seus anéis. Observando da Terra, nós podemos ver uma extensão de 140 mil quilômetros, porém existem anéis mais fracos que se entendem por milhões de quilômetros.

Mas saturno não é o único planeta do Sistema Solar com anéis! Os astrônomos descobriram anéis em torno de Júpiter, Urano e Netuno, e cada um deles tem as suas peculiaridades.

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Este retrato com um ângulo diferente de Saturno e seus anéis foi criado a partir de imagens obtidas pela sonda Cassini da NASA em 10 de outubro de 2013. Crédito: NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute / G. Ugarkovic

E por que os planetas tem anéis? Nosso planeta tem ou já teve num passado?

Os astrônomos têm estudado todos os planetas do Sistema Solar com anéis e depois estudaram todos os processos ocasionados para descobrir como e quando os anéis foram formados.

Apesar de que nós estamos mais familiarizados com Saturno, o que ocasionou os anéis do planeta ainda é um grande mistério. Os astrônomos não sabem se os anéis são tão antigos como o próprio planeta, ou relativamente novos.

As evidências da sonda Cassini da NASA indicam que as partículas dos anéis estão constantemente se quebrando e aglomerando, fazendo com que os detritos se “renovem”.

Entretanto, a Cassini detectou um acúmulo gradual de poeira no sistema de anéis em uma taxa que permite que os anéis possam ter sido formados à bilhões de anos.

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Ilustração da sonda espacial Cassini para Saturno e Titã, a missão da ESA. (Crédito da foto: NASA)

Isto significa que os anéis de Saturno provavelmente se formaram logo no início do Sistema Solar.

Os anéis de Júpiter, por outro lado, têm uma história de origem diferente. As observações feitas pela sonda New Horizons da NASA determinaram que os anéis são compostos de partículas provenientes de impactos de micrometeoritos com as luas de Júpiter. Os anéis estão sendo constantemente reabastecidos.

Os anéis em torno de Urano e Netuno ainda são um mistério. Eles são feitos de um material muito escuro, como uma espécie de fuligem, contendo algumas moléculas orgânicas. É possível que eles sejam formados e reabastecidos através de algum tipo de interação entre a magnetosfera dos planetas e seu ambiente circundante.

Não só os planetas podem ter anéis, mas também luas. Os astrônomos estavam estudando o ambiente em torno da segunda maior lua de Saturno, Rhea. Eles notaram três concentrações de plasma em ambos os lados da lua, como se não houvesse anéis simétricos ao redor dela. Eles não viram os anéis diretamente, entretanto anéis com a largura de 1 metro poderia explicar estas observações.

Observations at many sites in South America, including ESO’s La Silla Observatory, have made the surprise discovery that the remote asteroid Chariklo is surrounded by two dense and narrow rings. This is the smallest object by far found to have rings and only the fifth body in the Solar System — after the much larger planets Jupiter, Saturn, Uranus and Neptune — to have this feature. The origin of these rings remains a mystery, but they may be the result of a collision that created a disc of debris. This artist’s impression shows a close-up of what the rings might look like.

Impressão artística dos anéis em torno de Chariklo. Crédito: ESO / L. Calçada / M. Kornmesser / Nick Risinger (skysurvey.org)

Os asteroides podem também ser acompanhados por anéis. O asteroide Chariklo foi observado pelos astrônomos quando passou frente de uma estrela de fundo. Eles estavam procurando luas, mas em vez disso, eles detectaram um anel. É provável que o anel tenha se formado a partir de detritos causados ​​por colisões com o asteroide.

A terra atualmente não tem anéis, mas é possível que no seu passado histórico, ela possa ter tido. Quando um asteroide enorme impactou em nosso planeta, ela teria jogado uma nuvem de rochas e vaporizado os dinossauros. Este anel temporário teria então lentamente voltado e incinerado pela atmosfera da Terra, detrito por detrito.

Fonte: Universe Today