Nosso queridinho Plutão é capa da revista Science. Essa é a primeira vez que os resultados obtidos com a sonda New Horizons foram compilados em artigo. E esse trabalho ficou ótimo, com imagens e detalhes incríveis.

Plutão foi descoberto em 1930 e, em 14 de julho de 2015, a sonda New Horizons, que está há quase dez anos no espaço, sobrevoou o planeta deixando os amantes da astronomia afoitos. O sobrevoo aconteceu há 13691 km do centro de Plutão.

Curiosamente, os pesquisadores pensavam em Plutão como um desajuste ou anomalia no nosso sistema solar. Entretanto, com a descoberta do Cinturão de Kuiper, descobriu-se que Plutão é o maior planeta de uma classe de planetas pequenos formados no sistema solar exterior durante a era de Acreção Planetária, há mais ou menos 4,5 bilhões de anos atrás.

Geologia e imagem

Plutão apresenta uma variada gama de formas de relevo. Processos geológicos têm modificado a sua estrutura, tanto na superfície, como geologicamente. Há grandes planícies e montanhas de até 3 km acima do seu terreno circundante. Ao que tudo indica, essas montanhas são à base de água congelada, pois suas características geológicas indicam que as montanhas são feitas de materiais que não vão relaxar sob o seu próprio peso. Além disso, as rochas em Plutão podem ter uma “camada de verniz” feita por carbono, metano e nitrogênio congelados.

Cor e composição da superfície

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A região brilhante da imagem de Plutão, em forma de coração, é dividida em duas unidades de cores distintas: a metade oriental é mais robusta, que pode ter sido fruo de mecanismos de transporte da região Sputinik Planum, uma área de Plutão que é uma verdadeira confusão em termos geológicos. A outra metade é de um vermelho mais escuro em comprimento de ondas visíveis.

As cores de Plutão são características dos resíduos orgânicos refratários chamados tholins. Tholins são formados por radiação UV ou radiação carregada de partículas de nitrogênio e metano em estados gasosos e congelados. A radiação energética que cai na superfície e na atmosfera de Plutão provavelmente forma esses tholins que, mesmo em pequenas quantidades, formam cores que vão do amarelo ao vermelho escuro.

Atmosfera

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Imagens mostram que Plutão tem uma neblina atmosférica que se estende a 150 km acima de sua superfície. Esse grau elevado de neblina sugere que há um mecanismo de formação envolvendo íons moléculas ou pó de meteoritos.

Os dados também mostram que a absorção por nitrogênio acontece a partir de 1670 km de altitude e a de metano ocorre abaixo de 960 km, todos acima da neblina atmosférica de Plutão.

Fonte: Revista Science.