Cinco anos foi tempo de viagem de Juno – e o tempo em que astrônomos ficaram roendo as unhas e sonhando ansiosos com novas descobertas. Juno, sonda da NASA, chegou a Júpiter no último dia 4 de julho com uma torcida gigante na Terra. Agora, um horizonte de descobertas sem limites acaba de abrir-se e estamos convidados a saber cada vez mais sobre o Todo Poderoso do Sistema Solar.

“Dia da Independência é sempre algo para comemorar, mas hoje podemos adicionar ao aniversário da América outra razão para torcer: Juno está em Júpiter”, salienta o administrador da NASA Charlie Bolden. “E o que é mais americano do que uma missão da NASA indo audaciosamente onde nenhuma nave espacial foi antes? Com Juno, vamos investigar as incógnitas de cinturões de radiação maciça de Júpiter para mergulhar profundamente em não só no interior do planeta, mas em como Júpiter nasceu e como nosso Sistema Solar evoluiu por conta de sua presença”.

O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) em Pasadena, Califórnia, recebeu a confirmação da chegada da sonda na órbita do planeta  e os dados foram repassados para as transmissões oficiais da agência incluindo o aplicativo para computador NASA Eyes.

O protocolo da missão foi cumprido com o máximo de cautela e sucesso, incluindo a queima dos motores principais, que durou cerca de 30 minutos. Após essa queima, a sonda conseguiu virar suas 18.698 células solares em direção aos raios do Sol para recarregar a sua energia.

“Inserir Juno na órbita de Júpiter foi o passo mais desafiador da nossa missão”, comentou Rick Nybakken, gerente da missão Juno no JPL. Além disso, agora vai começar a corrida para estabilizar ainda mais a sonda na órbita do planeta para que os dados que os cientistas esperam obter chegue logo e, assim, possamos ter em mãos os primeiros artigos científicos sobre a missão. O próximo passo é calibrar os subsistemas da sonda e os instrumentos científicos que estão a bordo de Juno.

A meta principal da missão é compreender a origem e evolução de Júpiter. Os seus instrumentos científicos irão investigar a existência de um núcleo planetário sólido, mapear o intenso campo magnético de Júpiter, medir a quantidade de água e amoníaco na atmosfera e entender como a sua formação influenciou na conformidade do Sistema Solar.

Via site da NASA