Pela primeira vez, uma equipe da NASA encontrou uma vasta nuvem de partículas de alta energia – ou nebulosa de vento – ao redor de uma estrela de nêutrons ultra-magnética ou magnetar. Com a descoberta, cabe agora pesquisar sobre as explosões magnetares, os ímãs mais fortes do universo, e suas origens.

Quando uma estrela maciça fica sem combustível, ela entra em colapso sob o próprio peso e explode dando origem a uma supernova. A estrela de nêutrons é o seu núcleo que ficou para trás. Uma estrela de nêutrons comprime a massa equivalente a um milhão de Terras em apenas 20 quilômetros de largura. Encontramos facilmente estrelas de nêutrons como pulsares, que produzem rádio, luz visível, raios-X e raios gama. O nome vem da detecção feita pelos astrônomos, que são pulsos de emissões.

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Comparação de um pulsar com Manhattan

Os magnetares são pulsarem com campos magnéticos mil vezes maiores do que a quantidade comum (o campo magnético de um pulsar é entre 100.000 a 10.000.000 milhões de vezes mais forte que o da Terra). São conhecidos 2600 estrelas de nêutrons, sendo que 29 destas são magnetares e os astrônomos sabem pouco sobre isso.

A nebulosa em questão rodeia o magnetar Swift J1834.9-0846 (ou apenas J1834.9). Este magnetar foi descoberto pelo telescópio Swift da NASA em 7 de agosto de 2011. “Neste momento, nós não sabemos como J1834.9 desenvovleu e continua a manter uma nebulosa do vento que até agora era uma estrutura vista apenas ao redor de jovens pulsares”, explica George Younes, pesquisador da Universidade George Washington. “Se o processo aqui é semelhante, em seguida, cerca de 10% de perda de energia de rotação da magnetoestrela está alimentando o brilho da nebulosa, o que seria mais a mais alta eficiência já medido num tal sistema”.

Para ilustrar, uma nebulosa de vento bastante famosa é a Nebulosa do Caranguejo, que é alimentado por um pulsar de menos de mil anos de idade e é remanescente de uma supernova na constelação de Touro. Essas nebulosas têm esse nome por conta do giro rápido dos pulsares jovens. Essa rotação rápida e forte junta-se ao trabalho do campo magnético e acelera elétrons e outras partículas, criando o vento pulsar que serve como fonte de partículas que compõe a nebulosa do vento.

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A Nebulosa do Caranguejo

“A nebulosa em torno da J1834.9 é uma saída energética do magnetar ao longo de toda a sua história ativa, começando muitos milhares de anos atrás”, diz Jonathan Granot, membro da equipe. “Ela representa uma oportunidade única para estudar a atividade histórica do magnetar, abrindo um novo playground inteiro para teóricos como eu”, finaliza.

Via Site da NASA