E após alguns meses da conclusão da Sonda New Horizons com seu objetivo de fotografar o planeta anão Plutão, a Agência espacial americana liberou as imagens mais recentes em alta definição de Plutão. As novas imagens impressionantes revelam grandes detalhes a cerca da superfície, além de lugares complexos.

“Através das informações que vamos recebendo e descobrindo por meio das fotografias, Plutão está nos mostrando uma diversidade de formas de relevo e complexidade dos processos do que qualquer outro objeto do Sistema Solar explorado”, comentou o pesquisador da missão New Horizons Alan Stern, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste (SwRI) em Boulder, Colorado.

No centro desta imagem, se pode observar um terreno quebrado na borda noroeste do Sputnik Planum. Créditos de imagem: / Instituto Universitário NASA / Johns Hopkins Laboratório de Física Aplicada Southwest Research.

No centro desta imagem, se pode observar um terreno quebrado na borda noroeste do Sputnik Planum. Créditos de imagem: / Instituto Universitário NASA / Johns Hopkins Laboratório de Física Aplicada Southwest Research.

Durante sua viagem de dois meses sobre o sistema de Plutão, a New Horizons já havia viajado mais de 69 milhões de quilômetros, começando assim o envio dos dados científicos obtidos no período de um ano. As imagens mais recentes revelam características da superfície do planeta anão incrivelmente complexos em resoluções de 400 metros por pixel, sendo que as menores características são visíveis apenas sob um quilômetro de largura.

As novas imagens destacam uma série de características diversas da superfície, incluindo crateras, picos, montanhas, além dos dados mostrarem que Plutão é geologicamente jovem. Também são visíveis nas imagens, grandes aglomerados de montanhas que parecem ser dunas. A possibilidade de dunas é especialmente intrigante.

As planícies geladas do Sputnik Planum são destacadas em um mosaico de alta resolução mostrando o terreno liso da fronteira com a região de crateras escuras informalmente conhecido como Cthulhu Regio. A evidência de gelo a partir do fluxo de nitrogênio que escoa para fora das regiões montanhosas tem instigado os pesquisadores a estudar cada mais vez o planeta, a fim de descobrir e explicar seus mistérios.

“A superfície de Plutão é tão complexa como a de Marte”, disse Jeff Moore, líder da equipe da New Horizons no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia. “As montanhas misturadas de forma aleatória podem ser enormes blocos de gelo duro água flutuando sobre um depósito de nitrogênio congelado dentro da região informalmente chamada Sputnik Planum”.

Esta imagem foi tirada pela New Horizons quando ela deu seu rasante em 14 de Julho de 2015, junto a uma distância de 80.000 km. Créditos de imagem: / Instituto Universitário NASA / Johns Hopkins Laboratório de Física Aplicada Southwest Research.

Esta imagem foi tirada pela New Horizons quando ela deu seu rasante em 14 de Julho de 2015, junto a uma distância de 80.000 km. Créditos de imagem: / Instituto Universitário NASA / Johns Hopkins Laboratório de Física Aplicada Southwest Research.

Graças a sonda New Horizons, sabemos que a atmosfera de Plutão tem uma grande concentração de névoa; No entanto, as novas imagens revelam não existe mais a quantidade de névoa que pensávamos em de Plutão. Uma imagem de alta resolução da névoa foi enviada mostrando um maior número de camadas dentro da neblina e até mesmo a possibilidade de um fenômeno conhecido como raios crepusculares – sombras projetadas no embaçamento por objetos, como cadeias de montanhas ou quando nuvens bloqueam a luz solar como ocorre na Terra.

Com muitas mais camadas de névoa do que se pensava, a neblina atmosférica de Plutão cria um efeito de crepúsculo que permite que as câmeras sensíveis da New Horizons possam ver as características do terreno antes e depois do sol, que não poderiam ser visíveis.

Fonte: NASA