Micropia é o primeiro museu dedicado aos micróbios. Está localizado em Amsterdã e foi inaugurado em outubro de 2014. Os micróbios são facilmente associados a doenças, mas as funcionalidades deles vão muito além de causar danos aos humanos: muitos micróbios vivem dentro de nós ajudando nosso corpo a executar várias tarefas diariamente. Micropia é quase um tributo a esses seres, os primeiros a surgirem na Terra.

Micropia está localizado ao lado do grande zoológico Natura Artis Magistra, considerado uns dos zoológicos mais tradicionais do mundo inaugurado em 1838. A ideia de montar um zoológico – ou museu, como alguns gostam de chamar – para os micróbios nasceu há 12 anos. “Zoológicos tem tradicionalmente a tendência de mostrar apenas uma parte da natureza, ou seja, os animais de maior porte”, diz o diretor do zoológico Natura Artis Magistra. O Micropia tem a finalidade levar para o público em geral a experiência complexa de interpretar, cientificamente, o mundo dos micróbios.

O museu está em edifício histórico datado de 1870 chamado Ledenlokalen. Em 27 de março de 1943, o edifício foi atacado pelos nazistas e parcialmente destruído. Logo, parte da construção que abriga o Micropia não é mais a original. Depois dos trabalhos de restauros, a construção foi adaptada para receber a sua nova função: abrigar o Micropia.

O arquiteto Richard Sprenger fez algumas mudanças e adaptações interessantes no local. Um enorme buraco em uma das partes do edifício, fruto do ataque nazista, tornou-se a entrada para uma escadaria elegante. O ambiente, quase todo branco, mescla restos da construção original do século 19 com pequenos toques contemporâneos: “O novo não deve competir com o velho”, diz o arquiteto.

 

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A escadaria chique de uma das salas do prédio histórico após a restauração

 

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Parte de fora do edifício Ledenlokalen

Ajuda de designes

Para organizar Micropia, os organizadores contaram com uma ajuda fundamental: os designes. Com a ajuda desses profissionais, foi possível ver até que ponto era viável e seguro colocar vários micróbios a mostra.

“Os micróbios são, literalmente, os centros das atenções porque a única luz no espaço vem das próprias exposições”, explica o designer Michel de Vaan, um dos desenhistas dos espaços em que os micróbios estão expostos.

Além disso, há um enorme scanner que mostra ao visitante o quanto de micróbios que há em seu corpo. Para mostrar os micróbios extremófilos, que vivem em condições extremas de ambiente, paisagens em 3D se movem dando ao visitante a impressão de estar em outro local.

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O ambiente é iluminado pelas luzes que vem das telas

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Scanner mostra os micróbios no seu corpo

Serviço educacional

Em Micropia, há vários microscópios ligados a telas de TV gigantes mostrando todo o tipo de micróbios: achatados, redondos, apenas só um ou em outras vezes vários as mesmo tempo. Este mundo permanece desconhecido de grande parte das pessoas, sobretudo das escolas. Apesar da microbiologia ser uma parte do currículo escolar, as escolas não tem estrutura para mostrar esse mundo incrível para os alunos. Micropia pretende assumir esse papel fornecendo vários pacotes educacionais para escolas e faculdades locais.

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O museu se preocupa com a microbiologia que é ensinada em escolas

Além disso, o museu trabalha com a proposta de expor conteúdo de ponta de forma ampla e com qualidade para público em geral, principalmente para crianças e estudantes, futuros microbiólogos em potencial. Assim, Micropia também é uma grande plataforma de conhecimento e alimentadora de futuras carreiras acadêmicas.

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Culturas diversas em exposição

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Repare na ‘mão de micróbios’ na imagem: temos vários pequenos seres em                                praticamente todas as partes do nosso corpo

 

Visite o site do Micropia para saber mais.