O Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (LIGO) detectou mais sinais de ondas gravitacionais advindos de dois buracos negros em suas orbitais finais e de sua colisão para formar um mega buraco negro. As informações foram apresentadas durante conferência com cientistas do LIGO na manhã desta quarta feira (15).

Este novo evento, que gerou a segunda detecção de ondas gravitacionais, foi batizado de GW151226 e foi detectado na madrugada de 26 de dezembro de 2015. Assim como na primeira detecção, estas segundas ondas foram identificadas nos minutos finais de dispersão das ondas. Estudos posteriores mostraram que os sinais são de buracos negros distantes cerca de 1,4 bilhões de anos luz.

Estas ondas chegaram aos detectores do LIGO quase que simultaneamente, indicando que sua fonte estava localizada em algum lugar a maio caminho entre os dois detectores. Os dois buracos negros que formaram as segundas ondas eram menos maciços do que os buracos negros do primeiro evento. Dessa vez, o LIGO pode comprovar que esses dois buracos negros estavam girando como um pião antes de colidirem e formarem as ondas gravitacionais detectadas em dezembro e anunciadas nesta manhã.

Com a segunda detecção confirmada, juntamente com uma terceira detecção provavelmente feita de outubro de 2015, os cientistas podem começar a calcular a taxa de coalescência (ou de junção) de buracos negros. Porém, dessa vez esses cálculos não serão baseados em teoria, mas sim em observações reais.

As ondas gravitacionais foram previstas por Albert Einstein há cem anos. No início de 2016, cientistas do LIGO anunciaram a primeira detecção de ondas gravitacionais. Essas ondas são remanescentes de grandes eventos astronômicos como a junção de dois buracos negros. Tais ondas guardam a informação do evento em que foram formadas, uma espécie de fantasma desses acontecimentos.

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein diz que um par de buracos negros que orbitam em torno de si perdem energia através de emissão de ondas gravitacionais, levando a uma aproximação frenética antes do choque entre eles. A colisão ocorre com cerca da metade da velocidade da luz e torna os dois buracos negros em um único buraco negro super massivo de acordo com a fórmula E=MC2.

Via site do LIGO