O límulo é o único representante da classe animal Merostomatas. Essa classe surgiu há 400 milhões de anos, tornando o límulo o animal mais antigo que ainda vive na Terra. Eles são comumente conhecidos como caranguejo-ferradura, mas estão muito mais perto das aranhas e escorpiões que dos caranguejos. Eles têm sangue azul – isso mesmo, azul – por conta da alta taxa de hemocianina no sangue ao invés de hemoglobina. Esse sangue é altamente explorado pela indústria farmacêutica, que chega a cobrar US$ 15 mil por um litro de sangue.

Características e evolução

O límulo evoluiu pouco. Eles são capazes de passar dias e até meses sem comer e tem a capacidade de regenerar parte do corpo perdidas, como as estrelas-do-mar. Pelo fato de ser o único representante vivo dos Merastomatas, são considerados fósseis-vivos.

O sangue azul dos límulos é rico em hemocianina ao invés de hemoglobina. A hemocianina é uma proteína do sangue com pigmentação azul, pois possui cobre ao invés de ferro. Quando a hemocianina reage com o oxigênio, pigmenta o sangue do animal de azul. Esse sangue é usado desde 1964 pela indústria farmacêutica. É rico em endotóxicos bacterianos, usado na cura de várias doenças causadas por bactérias.

Por causa disso, todos os anos, 500.000 límulos são perfurados para extrair 100 mililitros de sangue de cada um. O furo é feito no pericárdio do seu coração primitivo. Durante o processo, 15% dos límulos acabam morrendo e o restante é devolvido para a natureza. Para cada litro de sangue azul dos límulos, são cobrados US$ 15 mil.

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                     Sangue azul sendo extraído

Comportamento

Normalmente são encontrados no Golfo do México e ao longo das costas do Atlântico Norte, mas, há um variante japonês, o Tachypleus tridentatus. Esse variante está á beira da extinção por causa da redução do seu habitat. As fêmeas dos límulos sobem, toda a primavera, até ás praias para desovarem. Elas desovam até 20 mil ovos por cova e esses ovos eclodem em duas semanas. Eles podem atingir até 51 centímetros e, em algumas localidades, são consumidos como comida.

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                          “pegadas” do límulo

Extinção

Apesar de serem explorados pela indústria farmacêutica, os límulos correm pouco risco de extinção. Cerca de 0,00001% de sua população é utilizado em pesquisas, sendo que eles nascem aos milhares anualmente. O fato de serem devolvidos ao mar após a extração do sangue também ajuda na preservação. O tempo médio de vida varia entre 20 a 40 anos, tornando-os muito resistentes.