A sonda Voyager 1 foi lançada em 5 de setembro de 1977, alcançando Saturno em 12 de outubro de 1980. Tornou-se a segunda espaçonave a sobrevoar Saturno, tirando várias imagens, incluindo de Júpiter, e as maiores luas dos dois planetas. Construída para passar 5 anos no espaço, Voyager 1 funciona até hoje, 38 anos depois de seu lançamento.

Até então, sua trajetória seria curta e rápida em direção a Júpiter e Saturno, a bordo do foguete Titan-Centaur III. Nesse tempo, os planetas estavam em um raro arranjo geométrico, que ocorre a cada 175 anos. Tal arranjo permitiu que a sonda oscilasse de um planeta para o outro sem a necessidade de grandes sistemas de propulsão a bordo, conhecido como auxílio técnico de gravidade. Voyager 1 chegou em Júpiter em 5 de março de 1979 e em Saturno mais de um ano depois.

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Durante seu sobrevoo, a sonda fez algumas descobertas, além de gerar muitos dados. Ela encontrou as luas Prometheus, Pandora e Atlas; sobre essas luas, Voyager 1 concluiu que a maioria das luas de Saturno são compostas por gelo de água. O encontro também forneceu dados sobre Titã, uma das grandes candidatas a abrigar vida fora da Terra. Foi descoberto que Titã tem uma atmosfera densa, fato que não era observado com as câmeras e telescópios da Terra. Também foi descoberto que a atmosfera de Titã é composta, em maior parte, por nitrogênio, assim como a Terra. Porém, a pressão de sua superfície é 1,6 vezes maior que a da Terra. A composição da atmosfera também apresenta 7% de hélio, e o restante é, maioritariamente, composto por hidrogênio. Por fim, a sonda descobriu que Saturno irradia mais calor do que recebe do Sol.

Passados 32 anos do encontro, Voyager 1 tornou-se o objeto criado pelo homem com mais tempo no espaço. Ele entrou no espaço profundo em 2012, e, desde então, tem apenas vagado. A missão dele estendeu-se, e agora ele explora tudo o que pode estar além do nosso Sistema Solar. Seus atuais objetivos são recolher dados dos limites da heliopausa, os limites exteriores do campo magnético do Sol e o fluxo do vento solar.

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Assim como a sua irmão, a Voyager 2, Voyager 1 tem um disco de cobre banhado a ouro com 12 polegadas.  Contém saudações em 60 idiomas, músicas de diferentes culturas e épocas, sons naturais e artificiais da Terra para que possa comunicar a nossa história no espaço profundo. Além disso, o disco contém informações eletrônicas que uma civilização pode converter em diagramas e fotografias.

Fonte: site da Nasa