Muito famosa no campo da Física, a glueball é uma partícula composta puramente por glúons. Os glúons são as ‘colas das partículas nucleares’, uma partícula de deixa todas as outras partículas unidas. O Glueball é uma partícula feita puramento de glúons, ou seja, uma reunião de muitos glúons. Elas são instáveis e só podem ser detectadas indiretamente, com a análise de seu decaimento.

Os professores Anton Rebhan e Frederic Brünner , da Universidade Técnica de Viena (TU Wien), empregaram uma nova abordagem teórica sobre os experimentos feitos no acelerador de partículas LHC (Grande Colisor de Hádrons). Os resultados dos professores mostram que a ressonância doa partícula F0 (1710), encontrado durante experimentos no LHC, pode ser o tão procurado Glueball.

Para entender melhor: prótons e nêutrons, por exemplo, são feitos de partículas elementares ainda menores, chamadas quarks, unidas por força nuclear forte. “Em física de partículas, cada força é medida por um tipo especial de força das partículas, e a partícula da força nuclear forte é o glúon”, diz o professor Rebhan. Ou seja, os glúons são a força nuclear forte que junta os quarks para fazer partículas como prótons e nêutrons.

“Infelizmente, o padrão de deterioração de glueballs não podem ser calculados com rigor”, continua Rebhan. Além do F0 (1710), o F0 (1500) também era um forte candidato ao posto de glueball. O F0 (1710) tem uma maior massa e está de acordo com a maioria das simulações feitas em computador. O problema é que, quando ele decai, produz os ‘quarks estranhos’, uma partícula muito pesada. Porém, os estudiosos parecem ter sanado o problema: “Nossos cálculos mostram que é realmente possível para glueballs o decaimento predominantemente em quarks estranhos”, diz Rebhan.

Agora, é sentar e esperar por novos dados que tragam mais provas para os resultados dos professores. Dentro dos próximos meses, dois experimentos no acelerador de partículas LHC e no acelerador de partículas BESIII, em Pequim, irão fazer experimentos para gerar novos resultados. Rebhan diz que essas experiências vão ser cruciais para o trabalho deles. “Para estes processos multi-partículas, a nossa teoria prevê taxas de decaimento que são bastante diferentes das previsões de outros modelos, mas simples. Se as medições estiverem de acordo com os nossos cálculos, isso vai ser um sucesso notável para a nossa abordagem”, diz Rebhan. Seriam provas esmagadoras para o F0 (1710) como sendo a Glueball e um passo notavelmente grande para a Física de Partículas.

Fonte: Science Daily.