Um dos maiores estudos sobre a nossa galáxia acaba de ser concluído. O levantamento ATLASGAL mapeou uma enorme faixa de poeira fria e a distribuição de gás na Via Láctea, a fim de compreender como e onde as estrelas se formam.

A pesquisa tem produzido até agora 70 artigos científicos, e na última publicação, os astrônomos combinaram os dados da pesquisa com as observações do satélite Planck, da Agência Espacial Europeia. O artigo, publicado na Astronomy and Astrophysics, detalhou a localização de regiões densas que formam estrelas e estabeleceu uma taxa de formação estelar precisa para nossa galáxia: a Via Láctea faz 13 estrelas da massa do Sol a cada 10 anos.

O projeto foi possível graças a APEX, o telescópio Atacama Pathfinder Experiment , localizado no Chile, um precursor do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), que está estudando o universo em comprimentos de onda entre o infravermelho e o rádio.

Esta comparação mostra as regiões centrais da Via Láctea observados em diferentes comprimentos de onda. ESO / ATLASGAL consórcio / NASA / GLIMPSE consórcio / Inquérito VVV / ESA / Planck / D. Minniti / S. Guisard

Esta comparação mostra as regiões centrais da Via Láctea observados em diferentes comprimentos de onda. ESO / ATLASGAL consórcio / NASA / GLIMPSE consórcio / Inquérito VVV / ESA / Planck / D. Minniti / S. Guisard

Para se entender como a nossa galáxia mudou e está mudando, é muito importante se obter um censo completo das regiões provenientes de formações estelares. O catálogo final, cobriu uma área de 420 metros quadrados, quatro vezes maior do que o primeiro levantamento do ATLASGAL.

O ATLASGAS apontou para onde os astrônomos devem olhar, osa pontos em que são interessantes para estudo da nossa galáxia. E nós podemos estudar agora, com riqueza de detalhes, as regiões que entram em colapso e formam as estrelas. A partir destes estudos, se poderão obter dados como a cinemática do gases e como eles se movem ao redor. 

As observações de acompanhamento não serão apenas na submillimeter, mas também em outros comprimentos de onda, o que irá proporcionar uma melhor compreensão destas regiões importantes.

As diferentes formas de observação ilustram diretamente o quão poderoso é averiguar os dados complementares entre estas observações. O que você vê em um comprimento de onda não é diretamente o que você observa em outro comprimento de onda.