Alice Cunha da Silva, estudante de Engenharia Nuclear na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) venceu a Olimpíada Nuclear Mundial. A cerimônia ocorreu na última quarta feira em Viena, capital da Áustria.

Essa competição é a mais importante realizada na área pela Universidade Nuclear Mundial (WNU, em inglês) – Alice foi a única representante das Américas dentre 5 finalistas. A aluna foi consagrada vencedora após produzir um vídeo falando sobre a medicina  nuclear e suas aplicações e importância. O objetivo da olimpíada é ampliar o conhecimento nuclear e expandir e conscientizar sobre a sua utilização

Medicina Nuclear

A medicina nuclear visa tratamentos indolores, não invasivos e de relativo baixo custo como um método alternativo. Esses tratamentos são feitos com o emprego de fontes abertas de radionuclídeos. Apesar de envolver a radioatividade, os tratamentos não oferecerem riscos aos pacientes, uma vez que a radioatividade dos elementos empregados cai pela metade (meia vida) em questão de horas e a radiação emitida é do tipo gama, muito similar ao raio x.

O vídeo feito por Alice fala sobre o emprego dessas substâncias nos mais diversos tipos de tratamentos, além dos equipamentos para analisar coração, cérebro, tireoide, fígado, rins, pulmões, além da avaliação de doenças nos ossos e diagnósticos de tumores.

O material produzido pela aluna foi avaliado pela banca examinadora da olimpíada que gerou uma contagem de pontos. O diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, em inglês) participou da premiação. Alice agora pretende passar mais alguns dias na Europa para aumentar a experiência e voltar para o Brasil como uma das promessas da ciência.

Como justificativa para escolher o tema para disputar a olimpíada, Alice escreveu em seu perfil no site da competição: “Achei que era um ótimo projeto para engajar estudantes de diferentes partes do mundo para aprender e divulgar as diferentes aplicações do ‘mundo nuclear’, e eu, claro, quis fazer parte disso”.