Estamos acostumados a ver imagens espetaculares de supernovas, Entretanto a Nasa os embelezou ainda mais fazendo o primeiro vídeo de uma remanescente de supernova.

O objeto, chamado de SN 1572, é uma supernova conhecida e bem estudada, de modo que a NASA foi capaz de combinar observações ópticas, dos 16 anos de dados coletados do Observatório de Raios-X Chandra e com 30 anos de dados do Very Large Array. Com isso, eles criaram uma animação do remanescente da supernova expandindo a até 5.000 quilômetros por segundo. Ela está localizada entre 8.000 e 9.800 anos-luz da Terra, na constelação da Cassiopeia.

SN 1572 é também conhecida como supernova Tycho, nomeado após o astrônomo Tycho Brahe, que extensivamente descreveu ela em seu trabalho no século 16. Ele não foi o primeiro a observá-la, no entanto, como era visível a olho nu, teve astrônomos fascinados a observando desde 1572.

O vídeo, por mais que seja curto, contém informações físicas muito valiosas sobre o estado do sistema. Os astrônomos foram capazes de calcular com precisão a taxa de expansão em diferentes locais ao redor do objeto e foram surpreendidos que, embora a SN 1572 seja circular, a velocidade do material no canto superior direito se expande duas vezes mais rápido que o material na parte superior esquerdo.

Quando a supernova explodiu, lançou material no espaço comprimindo o material interestelar a uma velocidade mil vezes mais rápida do que a velocidade do som. Isso aquece o material e o torna brilhante em raios-x, nos quais são captadas pelo Observatório Chandra.

Embora o material ejetado da estrela tem se expandido por 444 anos, a discrepância de velocidade é um fenômeno recente e é devido à diferente densidade de materiais circundantes da supernova Tycho. Nos primeiros cem anos, o choque foi tão enérgico que a diferença de densidade não importava, porém agora se tornou significativa.

Ao medir as velocidades, a equipe foi capaz de descobrir que o centro foi deslocado em direção ao canto superior esquerdo do centro geométrico em cerca de 10 por cento do raio do remanescente.

Estes resultados, aceitos para publicação no Astrophysical Journal Letter, irão ajudar os astrônomos a estudar a possibilidade da potencial presença de uma estrela companheira.

Via: Observatório Chandra