Após um esforço coletivo envolvendo onze instituições ao redor do mundo, a primeira Árvore da Vida reunindo 2,3 milhões de espécies entre animais, plantas, fungos e micróbios foi lançada. Além da imagem, um artigo no periódico Proceedings da National Acdemy of Sciences (PNAS) foi publicado no dia 18 de setembro. A árvore, um círculo, reúne as espécies de forma a relacionar a evolução de cada uma e seus papéis no planeta.

Ao longo dos anos, vários modelos de árvores foram lançados envolvendo poucas espécies. Algumas continham até cem mil espécies animais e vegetais. “Esta é a primeira tentativa de ligar os pontos e coloca-los todos juntos”, disse uma das líderes da pesquisa, Karen Cranston, da Universidade de Duke. O resultado é um recurso digital, como um Wikipedia, que você pode acessar clicando aqui.

A construção dessa “super árvore” é uma compilação de pedaços das árvores menores publicadas anteriormente, além de contar com a ajuda de outros trabalhos sobre novas espécies publicados, sendo que 500 trabalhos foram usados só para o projeto inicial. Dessa forma, a Árvore da Vida consegue remontar ao início da vida na Terra, há mais de 3,5 bilhões de anos, mostrando como os seres vivos divergiram de um para o outro ao longo do tempo.

Um dos maiores desafios para a construção da super árvore foi reunir os trabalhos publicados, que continham diferenças de nomes para as mesmas espécies, erros ortográficos e abreviaturas errôneas. Outro desafio foi o fato da maioria dos estudos não estar disponível digitalmente na internet. Uma pesquisa reunindo mais de sete mil estudos publicado em cem revistas entre os anos de 2000 a 2012 constatou que uma a cada seis pesquisas estavam na internet.  “Há uma lacuna muito grande entre a soma do que os cientistas sabem sobre como os seres vivos estão relacionados e o que realmente está disponível digitalmente”, disse Cranston.

Para ajudar a resolver esse problema, os pesquisadores estão desenvolvendo um software que vai permitir a atualização e revisão da árvore à medida que novas espécies vão aparecendo.

Fonte: Science Daily