2015 é o ano do centenário da Teoria da Relatividade Geral, formulada por Albert Einstein em 1915. A teoria é, na verdade, uma generalização da teoria da gravitação de Newton. Podemos definir que essa ideia foi publicada em dois momentos, em 1905 e depois em 1915, com as teorias da relatividade especial e geral.

Em comemoração ao centenário, a Scientific American realizou um estudo em parceria com a empresa Office for Creative Research (OCR), de Nova York, e conseguiu compilar a quantidade de trabalhos acadêmicos publicados que faziam alusão a alguma ideia ligada à relatividade em um período de um ano (2014).

Os resultados foram compilados em um incrível programa que você pode acessar online. A plataforma exibe um emaranhado de pontos coloridos na visão de cima. Os pontos cinzas em círculos verdes são os trabalhos publicados, os cinza em círculo roxo são os que esperam aprovação.

A revista conseguiu reunir uma lista com 61 palavras chaves relacionadas ao trabalho de Einstein, e depois de examinar resultados, colocaram na plataforma as 15 palavras chave mais comuns: Buraco Negro, Cosmologia Física, Teoria das Cordas, Gravitação, Matéria Negra, Espaço-tempo, Relatividade Especial, Tempo, Qauntum de Tempo, Onda Gravitacional, Big Bang, Modelo padrão, Radiação Hawking, Energia Escura, Simetria.

parte 1

                      Vista de cima dos resultados da plataforma, o emaranhado de pontos. Ao lado, vemos as litas de palavras chaves

 

visão de lado

  Cada linha cor de cobre representa um trabalho que tem relação com, pelo menos, uma das quinze palavras chaves mais comuns.

buraco negro

       Clicando na palavra ‘Buraco Negro’, vemos o emaranhado de fios de cobre correspondentes aos trabalhos publicados em 2014

buraco negro 2

Vendo os resultados para a palavra chave “Buraco Negro”, vemos a quantidade de trabalhos publicados sinalizados com pontos de luz (brancos), na parte esquerda do conjunto de pontos. Os pontos sem luz localizados ao lado dos pontos com luz são os trabalhos que                                                                                                         ainda esperam aprovação para publicação.

 

1905: o ano Einstein

Einstein trabalhava em um escritório de patentes na Suíça durante oito horas por dia, seis dias por semana. No tempo vago, escreveu quatro artigos – todos no mesmo ano.

Em março, ele argumentou que a luz era composta por partículas chamadas fótons. Dessa forma, ele lançou a mecânica quântica e deu uma nova roupagem sobre a luz, vista apenas como uma onda.

Em maio, ele apresentou previsões sobre a hipótese atômica que foi confirmada experimentalmente, levando, consequentemente, a  matéria ser formada por átomos. Aliás, ele foi um dos grandes defensores da bomba atômica, fato pelo qual se lamentou até o final da vida.

Junho chegou com mais um artigo de Einstein: ele formulou a teoria da relatividade especial argumentando que o espaço e o tempo estão intimamente ligados e que a gravidade é apenas um subproduto da curvatura dos dois. Esse fato mexeu no reinado da teoria da gravitação de Newton, intocável até então.

Por fim, e não menos importante, no mês de setembro, ele apresenta a sua equação mais famosa, E=MC2, uma consequência da relatividade especial.

A realtividade geral só foi publicada dez anos depois. Basicamente, é um complemento da especial, a redefinição final da gravidade. Para entender, vamos imaginar aqueles brinquedos de parques de diversão que giram rápido o suficiente para deixar as pessoas “grudadas” na parede do brinquedo. O Sol curva tanto o espaço ao seu redor que acaba deixando a Terra em sua órbita, como se o planeta estivesse “grudado na parede”, igual as pessoas no brinquedo. Completando a metáfora, a força que deixa as pessoas em pé no chão do brinquedo seria a curvatura criada pela Terra no espaço ao seu redor. Quanto maior a gravidade, mais lento é o ritmo da passagem do tempo, por isso, a gravidade é a curvatura no tecido espaço-tempo.

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